Uma família teve filhotes de sagui apreendidos pelo órgão ambiental estadual após cinco anos de convívio, mas o advogado especializado em direito ambiental conseguiu a devolução dos animais porque a Justiça reconheceu o vínculo afetivo e a ausência de qualquer dano à saúde dos bichos.
O Tribunal de Justiça de São Paulo deu provimento ao recurso e determinou a restituição dos filhotes de sagui (primata silvestre), reformando a sentença que havia negado o pedido. A base foi o reconhecimento de que, observadas as peculiaridades do caso concreto, é possível a manutenção da posse de animal silvestre quando há relação de afeto estabelecida e ausência de dano ao animal (art. 29 da Lei 9.605/98).
A legislação ambiental proíbe a guarda de animal silvestre sem autorização do órgão competente. Quem mantém sagui em casa sem licença pode ser autuado por infração ambiental. Essa regra existe para proteger a fauna, combater o tráfico e preservar as espécies.
Mas há casos em que a apreensão automática, sem considerar a história concreta do animal e da família, produz resultado oposto ao pretendido. A Justiça de São Paulo reconheceu isso.
Você tem auto de infração ambiental ou embargo do IBAMA?
Consulte grátis pelo CPF ou CNPJ, direto na base pública do IBAMA, atualizada todos os dias.
Fonte: Dados Abertos do IBAMA, atualização diária · até 30 consultas por hora · Guia completo
Em primeiro grau, o pedido de restituição foi negado. Os proprietários recorreram ao tribunal demonstrando cinco anos de convívio, ausência de maus-tratos e a situação de saúde saudável dos animais no ambiente doméstico.
Mas o tribunal reformou a sentença. Os desembargadores foram diretos: os filhotes estavam na posse dos autores há cinco anos, não havia qualquer dano à saúde dos animais nem precariedade do ambiente em que viviam. O vínculo afetivo estava caracterizado. A apreensão foi anulada.
Pode parecer detalhe. Mas a diferença entre a apreensão e a restituição, nesses casos, está na qualidade da defesa apresentada. Um advogado especializado em direito ambiental sabe quais elementos documentar: o tempo de posse, o estado de saúde do animal, a ausência de atividade comercial, o vínculo com a família.
Decisões assim só beneficiam quem age dentro do prazo. Quem recebeu autuação por guarda de animal silvestre ou enfrenta apreensão deve buscar orientação jurídica especializada em direito ambiental antes que o prazo de defesa administrativa se esgote.





