Auto de infração
A REBIO do Abufari, no rio Purus, no Amazonas, é a reserva biológica com mais autos de infração ambiental do ICMBio e a unidade com mais apreensões. Ribeirinhos e pescadores da região usam o rio há gerações, e a reserva é de proteção integral, sem uso direto.
Os dados públicos do ICMBio registram 915 autos de infração ambiental na REBIO do Abufari, com mediana de R$ 4.000. Houve apreensão em 849. Os artigos mais usados são o 35, com 379, o 24, com 322, e o 92, com 173.
No rio, o limite da reserva não está marcado, e a posição da canoa na hora da abordagem é a 1ª prova.
Dentro da unidade de conservação, o auto de infração ambiental do ICMBio usa os mesmos artigos do Decreto 6.514/2008 aplicados pelo IBAMA, mais a subseção própria das unidades de conservação (arts. 84 a 93). O agente indica a multa ambiental pela gravidade, pela capacidade econômica e pelas atenuantes e agravantes, e qualquer valor acima do mínimo precisa ser motivado (art. 70, § 1º, da IN ICMBio 9/2023).
No ICMBio, o processo segue o Decreto 6.514/2008 e a Instrução Normativa ICMBio 9/2023: 20 dias para a defesa, julgamento pelo Gerente Regional e recurso em 20 dias ao Diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação. Quando a multa ambiental passa de R$ 500 mil, a decisão de 2ª instância depende da ratificação do Presidente do ICMBio.
No mérito, as teses mais fortes são o local, a contagem, a dupla punição, a devolução do barco e o morador tradicional.





