Decreto 6.514 comentado
Laguna vive da pesca artesanal nas lagoas e no mar, do turismo e de um litoral com dunas, restinga e lagunas. A Polícia Militar Ambiental responde por quase todas as autuações, e Laguna é a cidade com mais autos de infração ambiental por pesca em Santa Catarina.
Os dados públicos de Santa Catarina registram 528 autos de infração ambiental em Laguna, 470 da Polícia Militar Ambiental. O art. 24 do Decreto 6.514/2008, de fauna, aparece em 67, e o art. 35, de pesca, em 58. 181 vieram com apreensão, e quase metade dos processos segue aberta.
Rede no defeso, malha irregular e pesca em área proibida da lagoa são os casos típicos, e a rede apreendida é o maior prejuízo.
O auto de infração ambiental catarinense usa os tipos do Decreto 6.514/2008 e da Lei 9.605/1998, e o valor da multa ambiental sai de uma fórmula da Portaria 143/2019: nota de gravidade, nível de lesividade e porte do autuado. Quando não houve dano ambiental relevante, a lei estadual manda converter a multa ambiental em advertência, salvo reincidência (art. 62 da Lei estadual 14.675/2009).
Em Santa Catarina, o processo segue a Lei estadual 14.675/2009, o Código Estadual do Meio Ambiente, e a Portaria Conjunta IMA/CPMA 143/2019: 20 dias para a defesa, decisão do IMA ou do comando da Polícia Militar Ambiental, recurso em 20 dias à JARIA e, depois, em mais 20 dias ao CONSEMA. A multa ambiental só é devida depois de esgotado o último recurso.
No mérito, as teses mais fortes são a devolução do petrecho, a pesagem, a advertência, a guarda doméstica e a prescrição.





