Advogado ambiental em Itaituba, PA

Defesa de produtores rurais, fazendas, serrarias e empresas autuadas pelo IBAMA e pela SEMAS em Itaituba, Novo Progresso, Trairão, Placas, Rurópolis, Jacareacanga e Aveiro. Na região, foram 362 autos de infração ambiental e R$ 316,9 milhões em multas nos últimos 12 meses, com embargo em 45% dos casos. O Farenzena Tonon Advogados atua exclusivamente em Direito Ambiental e Agronegócio, com advogado ambiental na defesa administrativa, no desembargo e na Justiça.

Atuação exclusiva em Direito Ambiental desde 2017
Defesa no IBAMA, desembargo e PRAD
Atendimento em toda a região do Tapajós e da BR-163

Qual é o seu caso?

Estas são as situações mais comuns entre produtores rurais, fazendas, serrarias e empresas autuadas em Itaituba, Novo Progresso, Trairão e região. Clique na que se parece com a sua.

O prazo de defesa é de 20 dias contados da ciência do auto de infração ambiental, conforme o Decreto 6.514/2008. Na região de Itaituba, 332 dos 362 autos de infração ambiental aplicados nos últimos 12 meses ainda estão na fase de defesa ou de homologação, ou seja, a maior parte dos autuados ainda está dentro do prazo para reagir. Perder esse prazo significa ser julgado sem defesa e partir direto para a inscrição em dívida ativa.

Defesa em auto de infração ambiental ›

O embargo acompanha 45% dos autos de infração ambiental da região, o dobro da média das capitais. Ele não cai sozinho com o tempo e não sai com pedido informal: depende de comprovar a regularização da área, de apresentar plano de recuperação quando exigido ou de demonstrar erro na delimitação do polígono, na identificação do imóvel ou na data apontada pelo satélite. Enquanto o embargo vigora, qualquer uso da área gera nova multa.

Desembargo de área, obra ou atividade ›

A consulta de autos de infração ambiental e de áreas embargadas é pública e pode ser feita pelo CPF ou CNPJ nos sistemas do IBAMA, e o mesmo vale para a certidão negativa. O problema não é descobrir, é o que fazer depois: muita gente só percebe a autuação quando o banco nega o crédito rural ou quando o comprador recusa a produção. Descobrindo o auto de infração ambiental, o primeiro passo é conferir a data de ciência, porque é dela que corre o prazo de defesa.

Defesa em auto de infração ambiental ›

O artigo 50 do Decreto 6.514/2008, destruir vegetação nativa objeto de especial preservação sem autorização, responde por 119 dos 362 autos de infração ambiental da região, 32,9% do total. A multa é calculada por hectare e por isso alcança valores altos rapidamente. A defesa discute a data efetiva do corte, a sobreposição das imagens de satélite, a delimitação do polígono, a titularidade e a posse do imóvel na época e a existência de autorização de supressão já concedida.

Anulação ou redução de multa por desmatamento na Amazônia ›

O artigo 48 do Decreto 6.514/2008 pune quem impede ou dificulta a regeneração natural da vegetação, o que na prática significa manter pasto, roçada ou gado em área já desmatada ou embargada. São 56 autuações por esse artigo na região, 15,5% do total, e é a infração que mais se repete contra quem já havia sido autuado antes. A saída costuma passar pela apresentação de projeto de recuperação da área degradada.

Regularização e compensação de reserva legal e APP ›

O artigo 79 do Decreto 6.514/2008, descumprimento de embargo, soma 45 autuações na região, 12,4% do total, e tem multa de R$ 10 mil a R$ 10 milhões. Em junho de 2026, uma operação do IBAMA com a Polícia Federal em Novo Progresso aplicou R$ 89,7 milhões em multas e embargou 15.860 hectares, retirando gado de áreas embargadas e notificando proprietários a apresentar plano de recuperação. A defesa discute a validade do embargo original e a efetiva ciência dele.

Anulação de auto de infração ambiental ›

São 21 autos de infração ambiental pelo artigo 47 do Decreto 6.514/2008, madeira e produto florestal sem documento de origem válido, e 12 pelo artigo 66, funcionar sem licença, que atingem serrarias, depósitos e beneficiadoras da BR-163. A apreensão da carga aparece em 9,4% das autuações da região. Na Operação Maravalha, iniciada em fevereiro de 2026 pelo IBAMA com o ICMBio, foram vistoriadas 66 serrarias no Pará, com R$ 110 milhões em multas e 15 mil metros cúbicos de madeira apreendidos, e Trairão esteve entre os municípios alcançados. A defesa discute a origem do produto, a validade do DOF, a boa-fé na conferência documental e o pedido de restituição do material apreendido.

Defesa e regularização em manejo florestal ›

A inclusão na lista de áreas embargadas do IBAMA e a inscrição da multa em dívida ativa travam financiamento, custeio e venda da produção, e esse costuma ser o prejuízo maior, não a multa em si. É possível discutir o embargo na esfera administrativa e, quando há urgência de safra, buscar ordem judicial para liberar o crédito enquanto o processo é julgado. A execução fiscal da multa também admite defesa própria, com discussão de prescrição e de nulidade.

Defesa em execução fiscal de multa ambiental ›

O que dizem nossos clientes

Embargo anulado e crédito liberado

Meu CPF estava bloqueado na lista de embargos e perdi acesso a um financiamente que estava tentando pegar para fazer a safra. Tive muita dor de cabeça com isso, mas o escritório conseguiu anular esse embargo injusto e eu consegui meus financiamentos com ordem judicial. Indico sem pensar duas vezes.

M. T.
Agricultor

Auto de infração ambiental e embargo anulados

Recebi um auto de infração e embargo que parava toda minha operação. Não podia nem vender a produção. O Farenzena Tonon Advogados foi decisivo para anular tudo. Voltamos a produzir normalmente em poucos meses.

L. A.
Agricultor

Defesa em ação por desmatamento

Recebi uma ação pesada por desmatamento. O Farenzena Tonon Advogados foi rápido na minha defesa. A equipe construiu uma estratégia de defesa boa e transparente, com resultado muito acima do esperado.

R. H. S.
Agricultor

Serviços de advocacia ambiental em Itaituba e região

Na região de Itaituba, o IBAMA aplicou 362 autos de infração ambiental e R$ 316,9 milhões em multas nos últimos 12 meses, com embargo em 45% dos casos e mediana de R$ 162.500 por autuação, o valor mediano mais alto do país. A SEMAS conduz o processo estadual pela Lei 9.575/2022, que prevê conciliação, parcelamento e substituição da multa por serviços ambientais. Cada serviço abaixo corresponde a uma dessas frentes. Como advogado ambiental em Itaituba, o Farenzena Tonon Advogados atua na defesa administrativa, no desembargo e na discussão judicial do auto de infração ambiental.

Defesa em auto de infração ambiental do IBAMA

Defesa em 20 dias e recurso no processo federal, com discussão da tipificação, da dosimetria por hectare e das provas de satélite que embasaram a autuação.

Desembargo e baixa na lista de áreas embargadas

Pedido de levantamento do embargo e de exclusão da lista do IBAMA, com prova de regularização ou demonstração de erro na delimitação do polígono.

Desmatamento sem autorização na Amazônia

Defesa em autuação pelo artigo 50 do Decreto 6.514/2008, responsável por 32,9% das autuações da região, com discussão da data do corte e da área atingida.

Impedir regeneração, PRAD e recuperação de área

Defesa em autuação pelo artigo 48 do Decreto 6.514/2008 e apresentação de plano de recuperação da área degradada como alternativa à multa diária.

Pecuária e atividade em área embargada

Defesa em autuação pelo artigo 79 do Decreto 6.514/2008, com multa de R$ 10 mil a R$ 10 milhões, discutindo a validade e a ciência do embargo original.

Madeira, DOF, serraria e licença de operação

Defesa de serrarias, depósitos e beneficiadoras autuadas pelos artigos 47 e 66 do Decreto 6.514/2008, com pedido de restituição da carga apreendida.

Crédito rural bloqueado e execução fiscal

Liberação de financiamento travado por embargo e defesa na execução fiscal da multa, com discussão de prescrição e de nulidade do processo administrativo.

Conciliação e substituição da multa na SEMAS

Pedido de conciliação, parcelamento, desconto por pagamento antecipado e substituição da multa por serviços ambientais, na forma da Lei Estadual 9.575/2022.

Quem vai atender você em Itaituba

Em Itaituba, em Novo Progresso e em toda a região do Tapajós, quem atende o seu caso é um advogado ambiental sócio do escritório, e não um estagiário ou um preposto. O atendimento é on-line, por WhatsApp e videoconferência, com acompanhamento direto do processo no IBAMA, na SEMAS e na Justiça Federal.

Cláudio Farenzena

OAB/SC 49.222 e OAB/MT 35.260/A

Especialista em Direito Ambiental e do Agronegócio pela Universidade Federal do Paraná, professor de Direito Ambiental e vice-presidente do Instituto de Direito Agroambiental (IDAM). Advoga desde 2017 na defesa de empresas e produtores rurais. Em Itaituba e na região do Tapajós, conduz defesas em autos de infração ambiental do IBAMA e pedidos de desembargo de área.

Nelson Tonon Neto

OAB/SC 51.422 e OAB/SP 437.734

Mestre em Direito pela UFSC, especialista em Direito Ambiental e em Direito Administrativo Sancionador e presidente do Instituto de Direito Agroambiental (IDAM). Atua em Itaituba e no Pará na defesa administrativa e judicial em autos de infração ambiental, multas e embargos, com foco em desmatamento, regeneração e atividade florestal.

Atendemos Itaituba, Novo Progresso e toda a região do Tapajós

ItaitubaNovo ProgressoTrairãoPlacasRurópolisJacareacangaAveiroAltamiraUruaráMedicilândiaSantarémBelterraMoraes AlmeidaCastelo dos SonhosMirititubaCreporizão+ todas as cidades do Pará

O escritório atende produtores rurais e empresas de qualquer município do Pará, com atendimento on-line por WhatsApp e videoconferência, e deslocamento quando o caso exige perícia ou audiência.

Como funciona o atendimento

Do primeiro contato à estratégia de defesa, em 3 etapas.

Etapa 1 de 3

Envie seu documento

Mande pelo WhatsApp uma foto do auto de infração ambiental, da notificação, do termo de embargo ou da citação.

Etapa 2 de 3

Análise do seu caso

Verificamos o prazo, o órgão que autuou, o risco envolvido e os caminhos de defesa possíveis.

Etapa 3 de 3

Proposta e estratégia

Você recebe a orientação sobre o que fazer e a proposta de honorários para conduzirmos a defesa.

Próximo passo

Comece agora pelo WhatsApp

Mande a foto do documento que você recebeu e fale direto com a equipe do escritório.

Quem aplica auto de infração ambiental em Itaituba e região

Saber qual órgão aplicou o auto de infração ambiental define o prazo, a instância de recurso e a estratégia de defesa. Na região do Tapajós, a fiscalização federal é predominante e as operações costumam ser conjuntas, o que gera autuação administrativa e investigação criminal ao mesmo tempo.

IBAMA

Responde pela quase totalidade das autuações da região: 362 autos de infração ambiental e R$ 316,9 milhões em multas nos últimos 12 meses, com embargo em 45% dos casos. O prazo de defesa é de 20 dias contados da ciência, pelo Decreto 6.514/2008.

SEMAS

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará. Licencia, embarga, analisa e cancela Cadastro Ambiental Rural e conduz o processo estadual pela Lei 9.575/2022, que prevê conciliação, parcelamento e substituição da multa por serviços ambientais.

Polícia Federal

Participa das operações de combate ao desmatamento e ao garimpo na região e instaura inquérito pelos mesmos fatos que geraram o auto de infração ambiental, o que exige defesa coordenada nas esferas administrativa e criminal.

ICMBio

Fiscaliza as unidades de conservação federais que cercam a região, como a Floresta Nacional do Jamanxim, o Parque Nacional da Amazônia e as áreas do Tapajós, e autua atividades na área de influência dessas unidades.

Batalhão de Polícia Ambiental

Atua com o órgão estadual em fauna, pesca e transporte de madeira, com apreensão de carga e de equipamentos e abertura de termo circunstanciado, o que leva o mesmo fato para a esfera criminal.

Ministério Público Federal

Ajuíza ação civil pública por dano ambiental na região, com pedido de recuperação da área e de indenização, e acompanha as operações de fiscalização na BR-163 e no Tapajós.

Autuações do IBAMA por município na região de Itaituba

Levantamento próprio do Farenzena Tonon Advogados sobre os autos de infração ambiental aplicados pelo IBAMA na região imediata de Itaituba entre setembro de 2025 e setembro de 2026. São 362 autuações, 257 autuados distintos e R$ 316,9 milhões em multas, com mediana de R$ 162.500 por auto de infração ambiental.

Município Autos de infração ambiental Multas Principal infração
Novo Progresso 142 R$ 193,4 milhões Desmatamento e descumprimento de embargo
Itaituba 54 R$ 27,8 milhões Desmatamento, madeira e licença
Placas 54 R$ 9,7 milhões Desmatamento e regeneração
Trairão 52 R$ 31,2 milhões Desmatamento e área embargada
Jacareacanga 18 R$ 41,5 milhões Desmatamento, com a maior multa da região
Rurópolis 29 R$ 11,1 milhões Desmatamento e regeneração
Aveiro 13 R$ 2,2 milhões Flora e produto florestal

Fonte: base pública de autos de infração ambiental do IBAMA, consultada em 22 de setembro de 2026, cruzada com as regiões imediatas do IBGE. Os valores são os informados no auto de infração ambiental e podem ser alterados no julgamento.

Advogado ambiental em Itaituba: defesa no IBAMA, desembargo e recuperação de área

O Farenzena Tonon Advogados atua como advogado ambiental em Itaituba, em Novo Progresso e em toda a região do Tapajós na defesa de produtores rurais, fazendas, serrarias e empresas autuadas por órgãos ambientais. A atuação cobre as esferas administrativa, criminal e cível, com defesa em auto de infração ambiental, pedido de desembargo, plano de recuperação, defesa em ação civil pública e execução fiscal de multa ambiental.

A região imediata de Itaituba é a que mais gera autuação ambiental fora das capitais brasileiras. Entre setembro de 2025 e setembro de 2026, o IBAMA aplicou 362 autos de infração ambiental a 257 autuados distintos, somando R$ 316,9 milhões em multas. A mediana é de R$ 162.500 por auto de infração ambiental, o valor mediano mais alto de qualquer região do país, quase 8 vezes o da capital mais cara da série, que é Boa Vista, com R$ 20.500. Não existe autuação pequena na região.

Novo Progresso concentra o problema: são 142 autuações e R$ 193,4 milhões, mais da metade do valor de toda a região. Depois vêm Itaituba e Placas, com 54 autuações cada, Trairão com 52, Rurópolis com 29, Jacareacanga com 18 e Aveiro com 13. Jacareacanga chama atenção por ter poucas autuações e alto valor, incluindo a maior multa individual da região, de R$ 29,9 milhões, aplicada em junho de 2026.

Os 3 artigos que respondem por 61% das autuações formam uma sequência típica. Primeiro vem o artigo 50 do Decreto 6.514/2008, desmatamento sem autorização, com 119 casos e multa calculada por hectare. Depois o artigo 48, impedir a regeneração natural, com 56 casos, aplicado a quem mantém pasto ou gado na área já desmatada. E, por fim, o artigo 79, descumprimento de embargo, com 45 casos e multa de R$ 10 mil a R$ 10 milhões. Quem não reage ao primeiro auto de infração ambiental costuma receber o segundo e o terceiro.

A operação de junho de 2026 mostra como isso acontece na prática. Em Novo Progresso, IBAMA e Polícia Federal aplicaram R$ 89,7 milhões em multas e embargaram 15.860 hectares, retirando gado de áreas embargadas, inutilizando maquinário e notificando proprietários a apresentar plano de recuperação de área degradada. Foi essa operação que puxou as maiores multas do período. Para quem foi alcançado, o prazo de defesa começou a correr da ciência, e a notificação para apresentar o PRAD tem prazo próprio, que corre em paralelo.

Há um dado que muda a urgência de quem lê esta página: 332 dos 362 autos de infração ambiental da região ainda estão na fase de defesa ou de homologação. Ou seja, a maior parte dos autuados ainda está dentro do prazo e ainda pode discutir tipificação, dosimetria, prova de satélite, titularidade do imóvel e delimitação do polígono. Depois do julgamento sem defesa, o caminho é a inscrição em dívida ativa, o bloqueio do crédito rural e a execução fiscal, e aí a discussão fica mais cara e mais estreita.

Dados de autuação: base pública de autos de infração ambiental do IBAMA, consultada em 22 de setembro de 2026, com recorte pela região imediata de Itaituba do IBGE. Operação de junho de 2026 em Novo Progresso: Folha do Progresso. Operação Maravalha, fevereiro e março de 2026: Voz do Bico e Notícia Marajó, com base em informação do IBAMA.

Regiões vizinhas: Belém, PA · Santarém, PA · Altamira, PA

Conteúdo atualizado em setembro de 2026.

Perguntas frequentes sobre advocacia ambiental em Itaituba

O prazo é de 20 dias contados da ciência do auto de infração ambiental, conforme o Decreto 6.514/2008. Na região de Itaituba, 332 dos 362 autos de infração ambiental aplicados nos últimos 12 meses ainda estão na fase de defesa ou de homologação, o que significa que a maior parte dos autuados ainda está dentro do prazo. Perder o prazo leva ao julgamento sem defesa e à inscrição em dívida ativa.

O embargo é levantado por decisão do órgão, mediante pedido instruído. Na prática, o pedido precisa comprovar a regularização da área, apresentar plano de recuperação quando exigido ou demonstrar erro na delimitação do polígono, na identificação do imóvel ou na data do evento apontada pelo satélite. O embargo não caduca pelo tempo, e usar a área embargada gera nova multa pelo artigo 79 do Decreto 6.514/2008.

A consulta é pública e feita nos sistemas do IBAMA pelo CPF ou CNPJ, e a certidão também pode ser emitida por lá. Muita gente só descobre a autuação quando o banco nega o crédito rural ou quando o comprador recusa a produção. Ao localizar o auto de infração ambiental, o primeiro dado a conferir é a data de ciência, porque é dela que corre o prazo de 20 dias para a defesa.

A mediana da região é de R$ 162.500 por auto de infração ambiental, a mais alta do país, e o total dos últimos 12 meses chegou a R$ 316,9 milhões em 362 autuações. A multa do artigo 50 do Decreto 6.514/2008 é calculada por hectare, e a do artigo 79, descumprimento de embargo, vai de R$ 10 mil a R$ 10 milhões. Por isso a discussão da área efetivamente atingida e da dosimetria costuma valer mais que qualquer outro argumento.

Sim. A defesa discute a validade do embargo original, a efetiva ciência dele pelo autuado, a coincidência entre o polígono embargado e a área onde o gado estava, a data da constatação e a titularidade ou posse do imóvel. São 45 autuações pelo artigo 79 do Decreto 6.514/2008 na região, e em junho de 2026 uma operação em Novo Progresso aplicou R$ 89,7 milhões em multas e embargou 15.860 hectares nesse contexto.

O plano de recuperação de área degradada tem prazo próprio, que corre em paralelo ao da defesa. Não apresentar pode gerar autuação autônoma por descumprimento de exigência do órgão ambiental e reforça o enquadramento do artigo 48 do Decreto 6.514/2008, impedir a regeneração natural, que já soma 56 casos na região. Apresentar o plano, por outro lado, é argumento direto para reduzir a multa e viabilizar o desembargo.

Existem prazos de prescrição da pretensão punitiva e da executória, além da chamada prescrição intercorrente, quando o processo administrativo fica paralisado por período determinado sem despacho ou decisão. É uma tese técnica, que depende da análise do andamento real daquele processo específico, e não uma regra automática. Vale sempre conferir as datas do processo antes de pagar ou parcelar.

No processo estadual, sim. A Lei 9.575/2022 do Pará prevê conciliação, parcelamento, desconto por pagamento antecipado e substituição da multa por serviços de preservação e recuperação. No processo federal, do IBAMA, existe a conversão de multa em serviços de recuperação, com regras próprias. Em ambos os casos o pedido precisa ser feito no momento certo do processo, e quanto antes, maior o desconto possível.

A inclusão na lista de áreas embargadas e a inscrição da multa em dívida ativa travam financiamento, custeio e venda da produção. É possível discutir o embargo na esfera administrativa e, quando há urgência de safra, buscar ordem judicial para liberar o crédito enquanto o processo é julgado. O escritório já obteve esse resultado para produtores em situação equivalente.

O atendimento é on-line, por WhatsApp e videoconferência, com acompanhamento direto do processo no IBAMA, na SEMAS e na Justiça Federal. Quando o caso exige audiência, perícia ou vistoria presencial em Itaituba, Novo Progresso ou em outro município do Pará, os advogados se deslocam.

Claudio Farenzena, melhor advogado ambiental do Brasil

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